terça-feira, 31 de agosto de 2010

Campanha pela Memória e pela Verdade defende abertura de arquivos da ditadura

A Ordem dos Advogados do Brasil – seção do estado do Rio de Janeiro (OAB/RJ) - está fazendo uma campanha em defesa da abertura dos arquivos da repressão política no período da ditadura militar. Veja o texto do abaixo assinado da Campanha pela Memória e pela Verdade:

"Nós, abaixo assinados, consideramos que é direito das famílias dos desaparecidos conhecerem o destino de seus entes queridos.

Nós, abaixo assinados, estamos convictos de que o conhecimento pleno do que ocorreu nos porões da ditadura durante os chamados anos de chumbo é importante para se evitar a repetição da barbárie. Um país que não conhece sua História está fadado a repetir os erros.

Por fim, esperamos que as autoridades do Executivo e do Legislativo, a quem se destina este documento, determinem as providências necessárias para que seja dada publicidade aos arquivos, criando assim as condições para uma verdadeira reconciliação nacional."


Para assinar, clique aqui.

Para ver vídeos de artistas que apoiam a campanha, acesse o canal da OAB/RJ no Youtube.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Comunicação comunitária é o que me faz ser...

chega o término de mais um curso de Comunicação Popular do Núcleo Piratininga de Comunicação, e os preparativos para nascer mais um belo e verdadeiro jornal comunitário...

Quero dizer à todos vocês que comunicação comunitária se faz com a alma, tal alma que sorrir..nas horas que tem que sorrir..demonstrando aquilo o que somos, nossa brincadeira na rua, nossa música, nossa alegria, nossa identidade local...

Mas...infelizmente..neste mesmo jornal...a nossa alma também precisa falar daquilo que nos mata todos os dias..aquilo que nos dói..que dói e fere a alma...alma cansada de tantas desilusões, de tanta corrupção, de saber que para este mundo..nada, nada somos, nada temos, apenas somos escravos deste capitalismo cruél..nada mais! nada mais!!!

Mas...a minha alma também é incansável...incansável porque tudo isso me dói tanto na pele...que o que quero mesmo..e em todos os dias...é libertar a minha alma e a alma daqueles milhares de moradores daquela tão pequenina favela, e a alma de todo o mundo, todo o mundo mesmo...

Meu povo...as lágrimas descem todos os dias de meus olhos por não aceitar este mundo...por não aceitar vender a minha alma...as lágrimas descem por não saber mais sorrir...esqueci a brincadera na rua...

Não quero vender a minha alma...E é...Por isso...Que luto e brigo hoje para fazer aquilo que amo, adoro, que acredito...comunicação comunitária. Nasci para isso, vivo para isso...É isso o que me faz ainda sorrir e sempre existir, ser (gente)!!!

Meu povo..comunicação comunitária é falar com a alma, com o que vem de dentro...

E para terminar eu digo...Comunicação comunitária é direito humano, sou favelada sim e quero apenas ter o meu direito de viver!!!

Grande Beijo,
Gizele Martins uma apaixonada pela comunicação comunitária

Clique aqui e assista e a entrevista de Gizele Martins, estudante do Curso de Comunicação Popular (NPC) e jornalista que trabalha na comunidade da Maré e edita o jornal "O Cidadão", para o blog Já Voto!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Artista pela democratização da cidade

A festa é do povo
Segunda-feira, dia 23 de agosto, grupos de teatro, circo, quadrilha, blocos de carnaval e outros artistas de rua fizeram festa na Cinelândia, centro do Rio. Festa política. “Para que todos saibam”, diziam eles, que as cidades estão sendo privatizadas, no Brasil.

Praças gradeadas, alvará para autorização de manifestações públicas, em alguns casos, até o pagamento de taxa para as apresentações. Moradores de rua, camelôs, artistas, foliões, todos foram colocados no mesmo saco e estão sendo expulsos pela política de “limpeza das ruas”. 


“Não tem política para cultura popular, neste país! Só política de controle!” desabafou Amir Haddad
Segundo Amir Haddad, do grupo Tá na Rua, trata-se de um projeto de cidade, que avança em todo país. “A população não sabe. Porque é feito de cima pra baixo.”O ato foi convocado por centenas de grupos artísticos, em todo o Brasil.

Em todas as falas, a denúncia a um plano de cidade “facistóide”, nas palavras de Haddad, uma espécie de rei momo do ato no Rio. A pergunta que se repetia era: “Que Brasil a gente quer mostrar na Olimpíada?”. 

Arte e politica, tudo a ver
Para os atores-manifestantes, um Brasil brasileiro, popular, plural e em transformação. Mas, ao que parece, o projeto das autoridades é outro: ordem, controle e praças vazias. “Essa verdade que estão nos impondo não é do Rio, nem do Brasil”, denunicou Herculano Dias, também do grupo Tá na Rua. 

No final do ato, ainda faz piada: “Para fazer um espetáculo, a gente tem que se dirigir à Secretaria de Ordem Pública! 

Milhoes para reformar o Teatro municpal. Nas ruas, a polícia

Não tem diálogo com a Secretaria de Cultura. A gente é tratado como lixo. Se sente como o cocô da vaca. Mas eles esquecem que do cocô da vaca nascem cogumelos maravilhosos!”