Publicado em 17.01.12
Nesta terça-feira, 10 de janeiro, às 10h, o vice-governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão, esteve no morro Santa Marta, localizado em Botafogo, para anunciar a volta das obras de reurbanização da favela.
Segundo ele, o valor liberado é de R$ 8,1 milhões. A Secretaria Estadual de Obras, por intermédio da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), vai construir 64 unidades habitacionais, que serão destinadas a moradores de áreas de risco. Segundo Pezão, 225 residências receberão melhorias.
Também está prevista a construção de um centro comunitário de ação social e reflorestamento de áreas devastadas por ocupações irregulares.
Moradores dizem não às remoções, e exigem melhorias no morro
O presidente da Associação de Moradores, José Mario Hilário, falou da importância da permanência dos moradores do pico. Zé Mario, como é mais conhecido, reforçou que o morro não está interessado em remoções, mas sim em melhorias.
Quando foi aberto para perguntas, Pezão recebeu uma avalanche de insatisfação dos presentes. Um morador da parte mais alta do Santa Marta perguntou por que onde ele mora é considerado área de risco, mas o mesmo não acontece onde estão as mansões na Barra. Ele afirmou que já mora há mais de 40 anos no pico do morro, e nunca teve risco de desabamento no local.
Os moradores reforçaram que não querem remoções, mas sim melhorias da qualidade de vida, direito que o Estado não proporciona há décadas.
Luiz Eduardo Pezão disse que vai analisar as reclamações e exigências dos moradores.
Fonte: Coletivo Visão da Favela Brasil
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
domingo, 5 de setembro de 2010
No ar, a Rádio Santa Marta: mais uma conquista dos trabalhadores
Entrou no ar na segunda-feira (30/8), a Rádio Santa Marta, rádio comunitária do morro Santa Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. O objetivo da iniciativa, que no momento é comandada pelos moradores Emerson Claudio Nascimento dos Santos (MC Fiell), Luís Fernando (Lula) e Alan Barcelos, é fazer com que a comunidade fique ligada nas suas próprias notícias. Na programação musical, a ideia é tocar o que não se escuta nas rádios comerciais, como músicas de artistas da própria comunidade e manter
uma diversidade de estilos.
A Rádio está instalada provisoriamente no espaço onde funciona o Coletivo Visão da Favela Brasil. Os equipamentos foram doados pelo músico Marcelo Yuca.
“Como não somos profissionais, estamos em fase de adaptação, aprendendo com a prática. Nosso objetivo é passar informações e um bom conteúdo”, conta o locutor Alan, que no primeiro dia de transmissão ainda estava nervoso, mas logo se acostumou e tomou gosto pelo trabalho.
Lula, que há muitos anos trabalha para instalar uma rádio comunitária no Santa Marta está muito feliz com o início das transmissões. “Neste começo estamos trabalhando muito. Muito mesmo. Mas é maravilhoso. Dá muita satisfação fazer esse trabalho. Esperamos que a comunidade se habitue a enviar críticas e sugestões e que a rádio seja a voz da comunidade”, declara.
Já no quarto dia de funcionamento da rádio, quando foi feita essa matéria, parece que isso já está acontecendo. No caminho do asfalto até a rádio, bares e casas sintonizadas na programação e muitas ligações de moradores pedindo músicas e mandando recados.
O jornalista, radialista e técnico em eletrônica Arthur William teve papel muito importante na criação da rádio. A rádio pega em todo o bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na FM 103,3, mas pode ser ouvida em todo o mundo pelo site www.radiosantamarta.com.br. Para pedir música e mandar recado é so ligar para o telefone da rádio: 3062-0662.
O estatuto da rádio está sendo construído para que a rádio possa ficar completamente legalizada e também será criado um conselho para avaliar a programação.
A rádio teve a primeira transmissão experimental durante uma aulas do curso Comunicadores Populares, do Núcelo Piratiniga de Comunicação. No dia, forma os próprios estudantes do curso que de forma coletiva, montaram a antena da rádio.
Na transmissão experimental, os estudantes aprenderam e emocionaram-se com a oportunidade de participar do projeto. Além disso, tomaram consciência de como um rádio pode desempenhar uma função social para e pela comunidade.
Compreenderam também o porque de tantas rádios serem perseguidas. Afinal, imagina esse poder de comunicação na mão de todos os trabalhadores, em cada periferia desse Brasil?
A rádio funciona das 8h às 0h. A programação é diversificada. Tem programa para as ciranças, o "Fala Zé" (papo de sambista), informe da associação de moradores, programação gospel, jornal de notícias.
Tem também o "Conexão Periferia", o "Recodar é viver", onde só toca funks antigos, além de muito charme, rock, forro, faixas de horários onde fica todo mundo junto e misturado, noticiário Latino Americano, e claro, "Nas Baladas", com muito Funk. Afinal, Funk é cultura do morro e carioquissíma!
Veja o vídeo do coordenador do Brasil, da Associação das Rádios Comunitárias, João Malerba, comentando sobre a perseguição das rádios comunitárias no Brasil. O vídeo foi gravado durante a primeira transmissão experimental da rádio, que ocorreu na aula do curso de Comunicadores Populares, do NPC.
* Texto - jornalista Marina Schneider - NPC / Vídeo e Fotos Tatiana Lima
uma diversidade de estilos.
A Rádio está instalada provisoriamente no espaço onde funciona o Coletivo Visão da Favela Brasil. Os equipamentos foram doados pelo músico Marcelo Yuca. “Como não somos profissionais, estamos em fase de adaptação, aprendendo com a prática. Nosso objetivo é passar informações e um bom conteúdo”, conta o locutor Alan, que no primeiro dia de transmissão ainda estava nervoso, mas logo se acostumou e tomou gosto pelo trabalho.
Lula, que há muitos anos trabalha para instalar uma rádio comunitária no Santa Marta está muito feliz com o início das transmissões. “Neste começo estamos trabalhando muito. Muito mesmo. Mas é maravilhoso. Dá muita satisfação fazer esse trabalho. Esperamos que a comunidade se habitue a enviar críticas e sugestões e que a rádio seja a voz da comunidade”, declara.
Já no quarto dia de funcionamento da rádio, quando foi feita essa matéria, parece que isso já está acontecendo. No caminho do asfalto até a rádio, bares e casas sintonizadas na programação e muitas ligações de moradores pedindo músicas e mandando recados.
O jornalista, radialista e técnico em eletrônica Arthur William teve papel muito importante na criação da rádio. A rádio pega em todo o bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na FM 103,3, mas pode ser ouvida em todo o mundo pelo site www.radiosantamarta.com.br. Para pedir música e mandar recado é so ligar para o telefone da rádio: 3062-0662.
O estatuto da rádio está sendo construído para que a rádio possa ficar completamente legalizada e também será criado um conselho para avaliar a programação.
A rádio teve a primeira transmissão experimental durante uma aulas do curso Comunicadores Populares, do Núcelo Piratiniga de Comunicação. No dia, forma os próprios estudantes do curso que de forma coletiva, montaram a antena da rádio.
Na transmissão experimental, os estudantes aprenderam e emocionaram-se com a oportunidade de participar do projeto. Além disso, tomaram consciência de como um rádio pode desempenhar uma função social para e pela comunidade.
Compreenderam também o porque de tantas rádios serem perseguidas. Afinal, imagina esse poder de comunicação na mão de todos os trabalhadores, em cada periferia desse Brasil?
A rádio funciona das 8h às 0h. A programação é diversificada. Tem programa para as ciranças, o "Fala Zé" (papo de sambista), informe da associação de moradores, programação gospel, jornal de notícias.
Tem também o "Conexão Periferia", o "Recodar é viver", onde só toca funks antigos, além de muito charme, rock, forro, faixas de horários onde fica todo mundo junto e misturado, noticiário Latino Americano, e claro, "Nas Baladas", com muito Funk. Afinal, Funk é cultura do morro e carioquissíma! Veja o vídeo do coordenador do Brasil, da Associação das Rádios Comunitárias, João Malerba, comentando sobre a perseguição das rádios comunitárias no Brasil. O vídeo foi gravado durante a primeira transmissão experimental da rádio, que ocorreu na aula do curso de Comunicadores Populares, do NPC.
* Texto - jornalista Marina Schneider - NPC / Vídeo e Fotos Tatiana Lima
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